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Superação de desafios e projeção para 2021

31.Jul.2021

O ano de 2020 foi desafiador. No início, muitos projetos, muitas ideias e expectativa de expansão. Foram definidos os temas e trabalhos a serem apresentados no 16º Simpósio de Impermeabilização, a agenda de palestras estava sendo afinada e tudo corria de maneira bastante positiva.

 

Mas então chegou o vírus. A Covid-19 prendeu a todos dentro de casa. Foi então o momento de repensar tudo que havia sido pensado e mudar o rumo de como os planos seriam executados. Afinal, mesmo com dificuldades, surgiram oportunidades.

 

Uma delas veio com o impedimento de realizar eventos presenciais. A saída foi criar algo online, que pudesse gerar aproximação do mercado como um todo e ampliasse o relacionamento entre projetistas, aplicadores e fabricantes. Assim nasceu o IBI Talks, um projeto de muito sucesso que, ao longo de 9 meses, já conta com mais de 20 mil minutos assistidos e quase dois mil seguidores no canal oficial do IBI no YouTube.

 

Além desse trabalho de comunicação, as Câmaras Setoriais tiveram um papel importantíssimo no suporte ao setor, realizando reuniões periódicas com associados e entidades de classe na intenção de fortalecer o segmento da impermeabilização.

 

Dentre os destaques do trabalho realizado pelo IBI e suas Câmaras está o retorno da Câmara de Aplicadores, que é coordenada por Alexandre Soncini.

 

Nesta edição do IBI News falamos com todos os representantes desses órgãos internos e trazemos aqui o posicionamento deles sobre o mercado e projeções para 2021. Confira!

 

Alexandre Soncini - Coordenador da Câmara de Aplicadores do IBI

A Câmara de Aplicadores do IBI retornou agora no final de 2020. O que se pode esperar nesse momento?

O que precisamos é do engajamento dos associados na discussão de pautas e demandas importantes para os aplicadores, pois temos necessidades específicas que dependem da interação com projetistas e principalmente fabricantes.

 

Pode haver um esforço coletivo com o intuito de difundir as boas práticas da atividade, como a criação de um Guia (IBI)?

Difundir boas práticas é uma necessidade coletiva de todo o setor, somente com melhoria da mão de obra de aplicação teremos um setor mais valorizado. Nesse sentido, um Guia de Boas Práticas com o aval do IBI pode ser uma referência para todo o mercado nacional.

 

A Câmara pensa em atuar na orientação do consumidor na contratação de serviços de impermeabilização?

Certamente precisamos de ações de comunicação para que o consumidor saiba contratar os serviços de impermeabilização de forma mais segura, o trabalho da câmara dos aplicadores mal começou e já temos diversas demandas nesse sentido.

 

O que os membros das câmaras do IBI estão pensando sobre a implementação de um programa de capacitação de mão de obra no setor de impermeabilização?

Um programa de capacitação para a mão de obra é de extrema importância para o setor, e para isso, a interação entre a câmara dos aplicadores, projetistas e fabricantes ganha maior relevância. Entender quais as principais demandas para a capacitação de operários aplicadores, encarregados, engenheiros e fiscais fará toda a diferença na correta orientação na elaboração desses cursos e programas de capacitação.

 

Uma das questões mais relevantes nas discussões da Câmara de Aplicadores é sobre a uniformização dos termos de garantia. Por que isso é tão importante?

É muito importante definir os limites das garantias e as obrigações de contratantes no que diz respeito às manutenções periódicas dos sistemas de impermeabilização, desta forma a uniformização dos termos de garantia podem auxiliar os aplicadores e consumidores no entendimento desses limites. 

 

Francisco Rey - Coordenador da Câmara de Fabricantes do IBI 

O que a Câmara de Fabricantes do IBI já faz ou intenciona fazer para divulgar a impermeabilização? Afinal, ainda vivemos num contexto que muitas obras se materializam com nenhuma impermeabilização ou com essa atividade sendo subdimensionada.

Estamos trabalhando em conjunto com outros elos da cadeia de impermeabilização visando uma divulgação maciça via redes sociais salientando a necessidade e importância da impermeabilização junto ao consumidor final. Entendendo-se este como integrantes de uma construtora, de um condomínio, ou de uma empresa que, por conscientização, poderá auxiliar estes macro consumidores (construtoras, condomínios, empresas) percebam mais diretamente os problemas causados pela falta de cultura da impermeabilização .

 

A Câmara de Fabricantes busca agregar os demais agentes da cadeia produtiva, tais como Projetistas e Aplicadores (prestadores de serviços)?

Já tivemos duas reuniões extremamente proveitosas com a Câmara dos Projetistas, buscando estreitar este elo e compatibilizando as demandas conjuntas dos fabricantes e projetistas. Já a Câmara de Aplicadores, que foi recém reorganizada, já está convidada para este mesmo processo de interação de demandas conjuntas. Em breve teremos este approach.

 

Estaríamos certos em afirmar que a Impermeabilização só avançará se os três (Fabricantes, Aplicadores e Projetistas) trabalharem em sintonia?

Com certeza é um primeiro passo, mas temos que ter uma conscientização maior, sem priorizar as bandeiras individuais. Se o mercado cresce, ele crescerá para todos.

 

Como anda a relação dos fabricantes com as construtoras? Houve uma evolução por parte delas no sentido de reconhecer a importância da impermeabilização ou isso ainda é compreendido como item que pode ser cortado na hora de reduzir custos?

Este é o ponto mais nevrálgico, pois envolve os que teoricamente comandam o mercado, e como se diz, a impermeabilização se nota ou por amor ou pela dor. Infelizmente tem sido percebida pela dor, mas enquanto houver "band aids" mágicos fica mais complicada esta percepção real.

 

A Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575) está em processo de consulta nacional. À luz dessa norma, o que muda para o nosso setor?

Como eu disse certa vez, a norma de desempenho para mim é a multa de U$ 500 que era aplicada nas estradas americanas no passado para quem jogasse uma lata de refrigerante na estrada. Ela acendeu uma luz vermelha - que precisa ser melhor filtrada e compreendida, mas com certeza demonstrou que existia uma luz com energia e que poderia ser acesa.

 

José Mário Andrello - Coordenador da Câmara de Projetistas do IBI

O projeto de impermeabilização tem o devido e merecido reconhecimento junto ao segmento das construtoras?

Muitas construtoras ainda não se deram conta de que um bom projeto de Impermeabilização compatibilizado com os demais projetos evita retrabalho, assistência técnica pós obra e gastos não previstos com manutenção e garantia. As construtoras que entendem essa lógica, contratam o serviço, pois entendem na verdade que estão economizando. Infelizmente, ao meu modo de ver, trata-se mais de uma visão de economia da obra do que uma visão técnica e de durabilidade, conforme recomendações das normas vigentes.

 

Existe plágio de projetos no segmento da Impermeabilização? Se sim, o que tem que ser feito para reduzir esta prática?

Sim. Há plágio! Tem que haver uma atuação do IBI no mercado para informar a importância da contratação de profissionais habilitados para essa atividade. Tem que combater a prática dos fabricantes de produtos em oferecer soluções em forma de projeto, fato esse que faz com que o projetista não seja considerado como especialista.

 

A Norma de referência em impermeabilização está em revisão (ABNT NBR 9575). Como a Câmara de Projetistas do IBI acompanhou esse processo?

Acompanhamos de perto, fazendo sugestões, elaborando textos e submetendo à discussão na comissão de Estudos (CE) da revisão desta norma junto à ABNT, através do CB-022 Comitê Brasileiro de Impermeabilização.

 

Qual o impacto da Norma de Desempenho com seus requisitos e desempenhos na atividades do projetista em Impermeabilização?

Impacto positivo, pois dá parâmetros e disciplina aos métodos de elaboração de projeto no sentido de conferir durabilidade às obras.

 

O que a Câmara de Projetistas está fazendo no sentido de alinhar as informações de técnicas contidas em cada produto e os trabalhos de especificação e projetos?

Fizemos reivindicações junto aos fabricantes de produtos para elaboração de fichas técnicas de produtos que de fato informem dados técnicos que dêem aos projetistas condições de escolher tecnicamente a melhor solução para o projeto, e não fichas técnicas simplesmente com informações comerciais.

 

Shingiro Tokudome - Coordenador da Câmara de Aditivos do IBI 

O que a Câmara de Fabricantes de Aditivos faz para maior divulgação sobre os benefícios do aditivo?

O grupo técnico da Câmara de Fabricantes de Aditivos, que é formado pelos especialistas das empresas associadas, está concluindo a 1ª revisão do Manual de Aditivos para Concreto. Contratamos o Prof. Dr. Renan Piccolo para fazer a divulgação do manual, assim como a importância dos aditivos de forma a isentar os interesses comerciais.

 

A quem esse manual é direcionado?

Os principais públicos-alvo do Manual de Aditivos para Concreto são todos os que fazem parte direta ou indireta da cadeia de valor do material concreto. O público direto são as empresas que utilizam o produto como o concreto e argamassa usinado, indústria de pré- moldados, fábricas de artefatos de cimento e construtoras que produzem o próprio concreto e argamassa. O público indireto são os consumidores do produto concreto, que são os profissionais das construtoras, empresas de serviços de aplicação de concretos e argamassas, executores de pisos industriais, associações e faculdades de engenharia civil e arquitetura.

 

O grande mercado consumidor de aditivos é o segmento de concreteiras. Haverá alguma ação voltada para esse público?

Sim, o maior mercado de aditivos para concreto é o segmento de Concreteiras. Entretanto, a Câmara de Aditivos enfrenta uma dificuldade que é o de despertar interesse desse grupo no assunto aditivos para concreto, visto o número de participantes nos eventos já realizados. É importante também deixar registrado que o entendimento dos profissionais da área técnica em concreto, sobre as propriedades e influências dos aditivos para concreto vem melhorando passo a passo. A câmara de aditivos fará um trabalho de divulgação geral sem especificidade no segmento.

 

Como é a relação da Câmara de Aditivos com as faculdades de engenharia?

As empresas fabricantes de aditivos para concreto já vem realizando treinamentos em faculdades de engenharia de forma presencial e ou virtual. O congresso que o Instituto Brasileiro de Concreto (Ibracon) realiza anualmente reúne os estudantes que gostam do tema “concreto”. E a Câmara de Fabricantes de Aditivo sempre busca apresentar para este público as atualizações sobre o tema durante esse evento.

 

O entendimento dos ajustes pelas quais a Norma de Aditivos passou é igualmente importante. O que a Câmara pretende fazer nesse sentido?

Com relação ao ajuste da Norma de Aditivos que também passou por uma revisão recentemente, cada empresa tem a responsabilidade de adequar as linhas de produtos conforme as novas especificações. Acredito que as adequações irão acontecer de forma natural.


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